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Domingo, Maio 04, 2008

 


Pântano Sagrado


Sangue derramado pelo medo
Todos a mercê de sua ignorância
Chorando pelo que é tão imenso quanto pequeno
Almas das trevas, pântanos cortados por rios de sangue.
Mas uma linda flôr acaba de desabrochar
Onde um único raio de sol conseguiu chegar
- Ó doce flôr, não sejas tão pura,
Tu nasceste em um lindo bosque
mas tua alma as trevas congelará
como fez com este lugar.
Sempre a matar os que medo não tiverem
Todos serão generosos em compartilhar sua estupidês
Para fazê-los esquecer de sua melancolia,
Negando sua arrogância.
O medo da morte a atrai e rege esta escuridão
"carpe diem, momento mori"
- Ó humanidade sagrada,
Pela própria espada perfurada
Feche seus olhos,
pois nas trevas não há mais o que ver
Procure a luz dentro de você.
Não tenhas medo, és belo como anjo
Descanse em paz pelo século dos séculos


05/12/2007 - Filipe Braga




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Domingo, Abril 27, 2008

 



Eu me descrevi num poema.
Rasbisquei meus sonhos
com alusão à realidade
contornei minhas dúvidas
com versos de esperança
e desvendei meus mistérios
com o êxtase da vida.
Lubarrel




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Domingo, Dezembro 18, 2005

 


Natal


Tempo de confraternização
De amor e doação.
De respeitar o próximo
e acolher o irmão.


Por que só no Natal?
Jesus vive dentro de nós.
Então o Natal deve
sempre ser comemorado,
O coração humano deve
sempre ser doado
e não em uma única época.


O comércio se alegra
E ansioso fica à espera
do mês de Dezembro.


O povo se prepara
para as festas natalinas
E o pobre nas vidraças
das agruras de sua sina
Observa e nada tem.


AH!... Natal é reconciliação,
Com o próximo e seu irmão.
O próximo não é só aquele
Que lhe estende a mão.
O próximo também aquele
Que lhe enche de amarguras
e não pede o seu perdão.


Seu irmão não é só aquele
Que foi gerado pelos seus pais.
Seu irmão também é aquele
Que a vida o enche de "ais"
Perambulando pelo mundo
pisando nas feridas d'alma
E você não o percebe,
Não o conhece
Mas são filhos de um mesmo Pai.


O Natal é um momento
De repensar sobre as atitudes,
as palavras proferidas,
os olhares lançados,
Os sentimentos revelados
e principalmente em...
Como será daqui pra frente?


(Lubarrel - 12/2003)



(A imagem foi retirada do site:
http://www.baudasletras.com.br/intranet
/ivan/editor/texto_desc
.asp?cod=96


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Quarta-feira, Dezembro 07, 2005

 
Refugos de Mim




Na janela do tempo
Debruço-me no peitoral
da solidão fria
E absorvo o néctar
da desilusão.


Olho lá fora...
A escuridão funesta
Domina agora.
Tudo é sinistro...
Mas é chegada a hora.


Os fantasmas persistem...
Ergo-me mesmo exaurida
E junto - aos poucos -
Os refugos de mim.


Atravesso a janela sombria
desvencilho meus medos
e o meu olhar se prende
nas estrelas da esperança.


Os refugos de mim
São elevados pela luz
que emana da esperança.
Sinto-me leve e imensamente feliz.


(Lubarrel - 17/10 -)


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Quarta-feira, Outubro 05, 2005

 
GENTE, ESSA POESIA É TUDO DE BOM!
AH, VISITEM O MEU OUTRO BLOG:







Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase:
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

Obs.: Agora leia de baixo para cima.

Clarice Lispector

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Terça-feira, Setembro 07, 2004

 



Eu era diferente

Enquanto tudo acontecia
Eu fazia poesia.

Uns jogavam futebol
outros tomavam sol.
Uns na orgia, outros na igreja,
e eu, ora veja
escrevia poesia.

Enquanto uns pregavam a paz
e outros diziam "tanto faz"
e mais outros viviam qualquer ilusão,
eu vivia de inspiração.

Girava o universo,
eu tramava mais um verso.
O dia amanhecia,
lá vinha poesia.
Perdia o sono na madrugada,
ficava triste não,
era sinal de inspiração.

Eu era diferente...
indiferente ao que eu via naquela gente.
Os conflitos, as paixões
as alegrias e desilusões
para mim nada valiam.
Só me interessavam as rimas
que de mim fluíam.

Uns sonhavam com a riqueza,
outros choravam a pobreza
e eu amava a beleza da minha única fantasia:
escrever poesia.



(Poesia do poeta Carlos Soares)


DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS




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Domingo, Junho 06, 2004

 





QUANDO A MUSA CANTA




Quando a musa canta para embalar o sonho
Da alma jovem que se fez poeta,
Tece emoções num versejar risonho
Pois de riso é feita a mocidade inquieta.


Há um momento de lazer no dia a dia,
Uma pausa pra sentir e pra sonhar,
No reino da ilusão, da fantasia,
O encantamento paira algures pelo ar.


E cessa o ódio, acabam as guerras e os horrores,
Não há mais sofrimentos, nem mágoas e nem dores,
E nem mais uma lágrima banhará um olhar tristonho.


Ficará somente o Amor a Paz e a Ternura
Pois a vida é bela e a felicidade é pura,
Quando a musa canta para embalar o sonho.


MARIA THEREZA MOREIRA




DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS





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Quarta-feira, Abril 21, 2004

 




SERIA TÃO DIFERENTE...




Seria tão diferente
se os sonhos de que a gente gosta
não terminassem
tão de repente...

Seria tão diferente
se os bons momentos da vida
durassem eternamente...

Seria tão diferente
se a gente de que a gente gosta
gostasse um pouco da
gente...

Seria tão diferente
se quando a gente chorasse,
fosse só de
contente...

Seria tão diferente,
se a gente que a gente ama sentisse
o que a gente sente...

Mas... é tudo tão
diferente...!
Os sonhos de que a gente
gosta terminam tão de repente...

Os bons momentos da vida
não duram eternamente...
A gente de que a gente gosta nem
sempre gosta da gente...

Das vezes que a gente chora,
poucas vezes são de contente...

E a gente que a gente ama
não sente o mesmo que a gente...
Mas... poderia ser tão diferente...!

Dê-se uma chance de ser diferente...!
Tente, ouse, opte pela Felicidade e aí
será diferente.

"Feliz aquele que acredita em seus
sonhos,
pois só assim poderá realizar seus vôos
plenamente..."


Enviada por Carlos Dutra , do blog


SOLIDARIEDADE






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Sábado, Abril 17, 2004

 






Sonhos Antigos


Gosto das tardes antigas,
que existem em longíquas tardes,
de um tempo em que não viví.


Tardes silenciosas - misteriosas,
que me obrigam a sonhar,
ao som de um piano,
que não cessa o tocar...


Toca profundo,
profundamente toca.


Toca a cortina rendada,
que se balança,
ao tocar da brisa.


Troca a mocinha de chapéu-de-palha,
os laços de fita.


Toca a senhora,
de olhar perdido,
numa xícara de chá,
-a vislumbrar-
pensamentos distantes.


Trocam todos os cantos da sala,
o assoalho luminoso,
o lustre,
o corrimão,
por onde deslizam,
delicadas mãos.


Tocam os biscoitos
de chocolate,
ou de mel?


Trocam conversas miúdas,
sisudas...


Tocam preces alegres,
que transcendem,
ao cair da tarde...


Tocam-se as mãos,
que deslizam suavemente,
nos teclados da vida,
de um mundo distante
-numa tarde qualquer.


(Eliane Alves Miranda)

DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS


Eliane é minha colega, que trabalha como secretária
na mesma escola em que leciono.Ela também escreve poesias.
E cada uma mais linda que a outra. Bjus, Eliane!!!







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Domingo, Março 28, 2004

 


TUDO É POESIA

Há tanta poesia, tanta!
No adejar do colibri,
No florescer de uma planta,
Na criança que sorri.

É poeta o rio que corre
Levando segredos ao mar.
Com poesia, a tarde morre,
Faz versos à noite, o luar.

Mas, se alguém perguntar um dia
"Onde encontras tu poesia
Neste mundo sofredor?"

Eu direi: "Ela é latente
Dentro da alma da gente
Quando se vive com amor."


(Maria Thereza Moreira )

DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS









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Recanto dos Poetas
   
Blog de poesias de vários poetas, reconhecidos ou não.